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20 de Agosto - Dia do Maçom - Momento de Reflexão Nacional


(Ir.´. Altair da Silva Carvalho M.´.I.´.)

“A lei é a razão liberta da paixão”
(Aristóteles)

A Maçonaria brasileira tem no dia 20 de agosto o marco comemorativo dos adeptos dessa multissecular instituição, cuja história se mistura com a da própria humanidade.

Com a contumaz discrição, os maçons têm na efeméride do seu dia um momento pleno de reflexão em torno dos acontecimentos os quais vivem as instituições nacionais de um modo particular.

Preocupa-nos o estado de desordem que vive a nação, alimentada diuturnamente por denúncias que fragilizam os pilares do estado democrático e aumenta a sensação de baderna institucional em todas as matizes da vida nacional.

A preocupação se torna ainda mais pungente na medida em que percebemos que as pessoas estão ignorando comportamentos éticos em seus cotidianos, tornando-se signatários de atos desprovidos de coerência, sem respaldo de algum sentimento mais nobre que seja.

Também transita com certa fluência o atentado contra a liberdade de imprensa, princípio basilar da nossa Constituição e sem sombra de dúvidas o único viés de preocupação dos que hoje açoitam as instituições democráticas, com as mais diversas práticas lesivas, estabelecendo sérios parâmetros de descaso com os mais elementares valores de decência e respeito à coisa pública.

Certa feita Thomaz Jefferson sentenciou: “Entre um governo sem imprensa e uma imprensa sem governo, eu certamente prefiro a segunda”.

Não interessa mais para a sociedade uma plêiade de cidadãos pusilânimes, que moldam seus atos pelos anseios mais comezinhos. Quem vendem por vezes toda uma história familiar em troca de favores tão imediatos quanto vulgares.

A Maçonaria como qualquer instituição livre, preocupa-se com o desdém a seriedade e ao comprometimento pátrio, que leva o Brasil para a danosa dicotomia entre a alta tecnologia e as ações tão primitivas no seu descambo moral.

Também é preciso refletir o domínio claro e indiscutível do narcotráfico que torna o estado brasileiro refém de suas entranhas sórdidas e protegidas por um pensamento minimalista e rasteiro, que não ver tal poder paralelo como um inimigo a ser batido sob a ótica da segurança nacional.

Ao longo de sua gloriosa história em solo brasileiro, a Ordem Maçônica não ficou imune das labaredas do fogo da insânia institucional. No entanto as dores dos Templos serviram para uma visão holística do que os maçons precisariam fazer em prol de uma pátria livre e progressista.

No momento atual a metástase tomou vorazmente os altos escalões da República que se blindam de forma que inspira as mais variadas vertentes da vida nacional, induzindo-as a um erro letal em termos de nação.

Em 1984, o compositor Chico Buarque em sua canção “Vai passar”, que saudava o fim dos governos militares, dizia assim em uma das suas estrofes: “... vivia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações...”. Pois bem, 25 anos depois podemos colocar mais de uma de suas sábias e proféticas estrofes em qualquer texto que fale sobre nossas praticas políticas.

Nas sempre orgulhosas comemorações do Dia do Maçom, raros não são os momentos em que a certeza da Maçonaria na pujança do nosso futuro transcenda a qualquer postura pessimista. Mas a racionalidade sociológica leva a Ordem a um ceticismo benéfico e conseqüentemente a um alerta ao país sobre o estado de coisas que quer se sobressair ao estado de direito.

A Loja Maçônica “Lealdade e Luz” no limiar dos seus 25 anos e sempre atenta ao entorno do cotidiano nacional, roga que os homens de bem que é a absoluta maioria em nosso Brasil, que se mantenham ativos e atuantes para que os que atentam contra as instituições democráticas não saiam vitoriosos na inconseqüente tentativa de desvirtuar a pátria da sua trilha de liderança e exemplo de democracia no continente.

Que os maçons brasileiros no júbilo de seu dia jamais percam o espírito critico e altruísta que sempre marcaram as ações da Ordem desde o primeiro soar de malhetes no território nacional.

Nota: Este texto, de autoria do Ir.´. Altair da Silva Carvalho M I, foi por ele lido na Oratória da Sessão Magna em Homenagem ao Dia do Maço em 17 agosto de 2009

Loja Maçônica Lealdade e Luz : n. 2294 Oriente de Rio Claro - RJ
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